Nutrição
Pirâmide dos Alimentos

 

Instrumento de educação nutricional, a pirâmide dos alimentos surgiu como forma de nos ajudar a escolher e a combinar as porções dos vários grupos de  alimentos que deverão fazer parte da nossa alimentação diária, devendo ser completa, equilibrada e variada.

Os vários grupos de alimentos, são divididos consoante o nutriente-forte que têm em comum, sendo que o lugar que cada grupo ocupa na pirâmide está associado à proporção em que os alimentos devem ser incluídos na nossa alimentação.

Deste modo, a base da pirâmide indica-nos quais os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade: cereais, massas e arroz integrais, pão, legumes, frutas, vegetais frescos e frutos secos. No topo encontram-se os que devem ser consumidos com moderação: a carne e os doces.

Os grupos de alimentos dividem-se da seguinte maneira:

Gorduras

Ao contrário do que se possa pensar, nem todo o tipo de gordura é prejudicial à saúde. Como já referimos, no topo da pirâmide alimentar encontram-se os alimentos que devem ser consumidos com moderação, uma vez que favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Ex: carne vermelha, doces, manteiga, margarina, entre outros.

Por outro lado, os alimentos ricos em gorduras mono e polinsaturadas encontram-se na base da pirâmide, dado serem benéficos para a saúde, auxiliando a regulação dos níveis de colesterol no sangue. O azeite e óleos vegetais, as nozes e as amêndoas são exemplo disso.

Hidratos de Carbono

Os hidratos de carbono, também conhecidos por glícidos são os principais fornecedores de energia, podendo ser classificados de hidratos de carbono de cadeia simples ou de cadeia complexa.

Os hidratos de carbono de cadeia complexa são mais lentamente absorvidos pelo organismo, sendo por isso aconselháveis para satisfazer a fome e fornecer energia de forma regular. Para além disso, ajudam a regular os níveis de glicose no sangue, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares, dando a sensação de saciedade. Ex: arroz, massa, cereais e farinha.

O consumo de alimentos como o açúcar, os refrigerantes, doces, rebuçados ou mel, por exemplo, que contêm grandes quantidades de hidratos de carbono simples, deve ser muito moderado, dado que promovem o aumento rápido dos níveis de açúcar no sangue, contribuindo para a acumulação de gordura no organismo e para a obesidade. Uma ingestão escessiva de hidratos de carbono simples poderá causar algumas doenças como a diabetes ou cardiovasculares.

Proteínas

Este grupo encontra-se também subdividido, tendo em conta os benefícios que proporcionam à saúde e alguns nutrientes presentes em diferentes níveis, como por exemplo as gorduras totais. São eles: o grupo das carnes brancas e ovos, o grupo dos lacticínios e o das carnes vermelhas.

Leite e derivados

O seu consumo deverá ser moderado, considerando-se também o problema de intolerância à lactose. Para quem sofre deste distúrbio alimentar, recomenda-se a sua substituição por suplementos de cálcio ou por outras fontes deste mineral.